Guia de sobrevivência da pessoa com depressão

Atualizado: 12 de Ago de 2020



A depressão é o transtorno psiquiátrico mais comum na população geral e uma das maiores causas de incapacidade no mundo. Nesse contexto, é importante investir em seu tratamento tanto quanto possível, e existem várias estratégias de que podemos lançar mão. Como é um transtorno complexo e cada pessoa pode apresentar um quadro único, nem todas as estratégias vão funcionar para todo mundo. Por outro lado, conhecer algumas delas permite que você aumente seu arsenal para lidar com a depressão, ou para ajudar alguém que esteja sofrendo com ela.




Lembre-se de que depressão não é um sinal de fraqueza


Depressão não é só tristeza. Infelizmente, muitas pessoas ainda pensam que sim, e o estigma acaba dificultando que quem sofre com o transtorno tenha acesso ao tratamento. Mas é importante saber que você não está sozinha ou sozinho: milhões de pessoas, sejam anônimos ou celebridades, já compartilharam seu sofrimento com alguém, receberam ajuda e estão em recuperação.




Não sofra em silêncio


Compartilhe suas angústias com pessoas de sua confiança, seja seu parceiro ou parceira, um familiar ou um amigo próximo. Ao mesmo tempo, seja seletivo ao revelar sobre sua doença quando um amigo ou conhecido ocasional perguntar como você está.


Um médico de família, psicólogo ou psiquiatra também podem ajudar. É importante encontrar alguém com quem você se sinta confortável. Se para você é pesado arcar com os custos de um tratamento, o Sistema Único de Saúde oferece acompanhamento gratuito através das Unidades Básicas de Saúde (UBS), dos ambulatórios especializados (sejam eles ligados às prefeituras ou a universidades) e dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Em situações mais graves, deve-se procurar uma emergência psiquiátrica (em Pernambuco, a referência é o Hospital Ulysses Pernambucano).


Se você ou alguém que você conhece estiver enfrentando problemas com pensamentos de morte, é possível entrar em contato com o Centro de Valorização da Vida (CVV) através do telefone 188 (vale em todo o Brasil) ou do site. O CVV oferece apoio emocional para prevenção do suicídio, de forma gratuita, a todos que querem e precisam conversar. Funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.




Faça parte do “time” do seu tratamento


Trabalhar em equipe é fundamental. Fazer parte das decisões sobre o que funciona no seu caso garante que você ajude a escolher o que é mais importante para a sua recuperação. Os membros do seu “time de tratamento” podem incluir seu psicólogo, seu psiquiatra ou outro profissional de saúde, um familiar ou amigo de confiança e também um grupo de ajuda (como o Alcoólicos Anônimos, por exemplo, para quem sofre de depressão e é dependente de álcool).




Seja paciente


Embora alguns tratamentos específicos possam trazer resultado em alguns dias, em geral são necessárias várias semanas para você perceber alguma melhora. Siga as orientações de seu psicólogo e/ou psiquiatra – não exceda o que eles recomendam e esteja atenta ou atento a avanços graduais, e não a grandes mudanças de um dia para o outro.




Faça exercícios


O exercício físico provoca uma liberação de endorfinas relacionadas à sensação de prazer, o que pode melhorar o seu humor. Você pode fazer caminhadas longas, correr, praticar algum esporte, entrar para a academia ou tentar qualquer outra forma de exercício em que você se sinta bem. Faça disso sua rotina e tente cumpri-la, dentro de seus limites – se não for um dia, tudo bem: ainda temos o dia seguinte. Comece com pequenas metas (por exemplo, dez a quinze minutos de exercício alguns dias na semana) e vá progredindo aos poucos.




Busque outras opções de tratamento


Se o tratamento tradicional, em geral baseado na psicoterapia e no uso de antidepressivos, parecer não funcionar, discuta com o profissional a possibilidade de incluir terapias complementares. Nesse sentido, boas opções incluem meditar, praticar ioga ou mesmo a Acupuntura.

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